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sábado, 1 de junho de 2019

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA - 1 DE JUNHO

Em Portugal, o Dia Mundial da Criança é celebrado a 1 de junho, data em que as crianças são o centro das atenções e, por isso, se organizam eventos e/ou atividades para que elas sejam acarinhadas e homenageadas, lembrando a existência de uma Declaração Universal dos Direitos das Crianças, aprovada pelas Nações Unidas, a 20 de novembro de 1959.

fonte: http://twixar.me/Nw8n

A Biblioteca Escolar selecionou um poema bastante atual para assinalar este Dia Mundial da Criança, num tempo e num mundo em que, infelizmente, nem todos os meninos e meninas usufruem dos mesmos direitos.


Hoje é Dia da Criança

Hoje é Dia da Criança
e eu quero dar-te a Lua.
Mas há meninos sem nada
que dormem na rua.

Hoje é Dia da Criança,
na aula lês teus direitos.
Mas há meninos nas obras,
a mando de alguns sujeitos.

Hoje é Dia da Criança
saboreias chocolate.
Mas há meninos raptados
que sonham com o resgate.

Hoje é Dia da Criança
em todo o Planeta Terra.
Mas há meninos que morrem
em combates, numa guerra.

Hoje é Dia da Criança
tu brincas, cantas, sorris.
Um dia, cada criança
como tu será feliz.

Luísa Ducla Soares

domingo, 5 de maio de 2019

DIA DA MÃE

O Dia da Mãe é assinalado hoje, um domingo soalheiro e tão propício à feliz homenagem que, anualmente, se faz a todas as mães!

fonte: http://twixar.me/j8Jn

Para comemorar esta data, a Biblioteca Escolar selecionou o extraordinário poema intitulado "Mãezinha", de António Gedeão, que podes ver/ouvir aqui (declamado por Vítor D'Andrade) e que abaixo se transcreve:


Mãezinha

A terra de meu pai era pequena
e os transportes difíceis.
Não havia comboios, nem automóvei, nem aviões, nem mísseis.
Corria branda a noite e a vida serena.

Segundo informação, concreta e exata,
dos boletins oficiais,
viviam lá na terra, a essa data
3023 mulheres, das quais
45 por cento eram de tenra idade,
chamando tenra idade
à que vai do berço até à puberdade.

28 por cento das restantes
eram senhoras, daquelas senhoras que só havia dantes.
Umas, viúvas, que nunca mais (oh! nunca mais!) tinham sequer sorrido
desde o dia da morte do estremoso marido;
outras, senhoras casadas, mães de filhos...
(De resto, as senhoras casadas,
pelas suas próprias condições,
não têm que ser consideradas
nestas considerações.)

Das outras, 10 por cento,
eram meninas casadorias, seriíssimas, discretas,
mas que por temperamento,
ou por outras razões mais ou menos secretas,
não se inclinavam para o casamento.

Além destas meninas
havia, salvo erro, 32,
que à meiga luz das horas vespertinas
se punham a bordar por detrás das cortinas
espreitando, de revés, quem passava nas ruas.

Dessas havia 9 que moravam
em prédios baixos como então havia,
um aqui, outro além, mas que todos ficavam
no troço habitual que o meu pai percorria,
tranquilamente no maior sossego, às horas em
que entrava e saía do emprego.

Dessas 9 excelentes raparigas
uma fugiu com o criado da lavoura;
5 morreram novas, de bexigas;
outra, que veio a ser grande senhora,
teve as suas fraquezas mas casou-se
e foi condessa por real mercê;
outra suicidou-se
não se sabe porquê.

A que sobeja
chama-se Rosinha.
Foi essa que o meu pai levou à igreja.
Foi a minha mãezinha.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

FESTA DA POESIA

Encerrámos esta feliz maratona de cinco dias fantásticos - Semana da Leitura - com a Festa da Poesia, uma atividade realizada com as crianças da Escola EB 2,3/S Octávio Duarte Ferreira e que coloriu de versos toda a comunidade local!


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Semana da Leitura| Sessão de poesia de Pais para Filhos





Sessão de poesia Escola - Trilhos da palavra na qual participaram 27 mães e pais (participaram duas mães da Escola Octávio Duarte Ferreira) e cerca de outros tantos alunos de diferentes anos de escolaridade na Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes de Abrantes.
Foram lidas poesias de escritores portugueses e de expressão portuguesa: Camões, Fernando Pessoa, Eugénio de Andrade, Walter Hugo Mãe, José Luís Peixoto, Álvaro Magalhães, Carlos
Drummond de Andrade, António Ramos Rosa e Cecília Meireles, entre muitos outros.
Foi num ambiente de intimidade partilhada que cerca de duas centenas de pessoas assistiu e sentiu a magia da poesia declamada, cantada, dançada e vivida por alunos, por mães e por pais que, voluntariamente, se entregaram de corpo e alma a uma atividade “mágica”, como muitos afirmaram, e inédita, uma vez que se assistiu a um trabalho conjunto e intenso de alunos e pais orientados por um grupo de professoras da área disciplinar de Português e da Biblioteca Escolar.


















terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Poesias com química

A alquimia das palavras de António Gedeão foi levada até aos laboratórios pelos alunos do 7º ano que surpreenderam os colegas do 10º ano.







A árvore de inverno

A árvore de Natal despiu-se de enfeites e ficou nua de cor...
Agora são as palavras de Fernando Pessoa que a aconchegam...



A pálida luz da manhã de Inverno 

A pálida luz da manhã de Inverno,
O cais e a razão
Não dão mais esperança, nem uma esperança sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.
No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem um vazio sequer,
Para o meu esperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.


Fernando Pessoa 





sábado, 6 de junho de 2015

Sigam a poesia...

A poesia soltou-se pelos vários espaços da escola... 
Alunos de diferentes anos de escolaridade deram voz a inúmeros poetas.
A poesia aqueceu a alma de todos os presentes apesar da noite fria que se fazia sentir.
Esta atividade foi promovida pela Área Disciplinar de Português em colaboração com a Biblioteca.